| A criatura
não agoniza, sorri fixamente – linha horizontal
estirada na face. É instalada uma figuração
ritual. A junção imperfeita entre corpo e aparatos
delineia um gesto fágico.
Na performance Ciberpsicomagia,[11]
a fita que atava a boca da criatura, desaparece. Abre-se espaço
para uma fala lacônica que oscila entre a lucidez e o
delírio. Códigos binários interrompem os
fluxos de voz. Victoria Synclair entrevista a Metasubcibertrans
que, desta feita, já não mais apresenta aparatos
técnicos.
Permanece a máscara na qual se entrevê apenas
a boca, descargas elétricas perfazem sons codificáveis:
Miserável e divina criatura. Povo yanomami[12]
me tocava muito delicadamente. Abriram minha placa mãe.
Aprenderam sobre os critérios da evolução.
Meu corpo era um objeto experimental. Para eles entenderem
porque não acreditamos em evolução[13]
(Borges, F, 2008).
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